História

HISTÓRIA DA ABENFARBIO

Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico e Bioquímico - Abenfarbio

A Abenfarbio foi oficialmente fundada em 1965 porém, desde 1948, os professores de Farmácia do Brasil já contavam com uma instituição que defendia seus interesses no âmbito nacional, a Associação dos Professores de Farmácia do Brasil (APFB), fundada em 21 de julho de 1948, na cidade de Curitiba. A APFB exerceu muitas ações na década seguinte, até que, em 1965, por motivos diversos, foi oficialmente substituída pela Abenfarbio.

A Abenfarbio, “em registro, sucessora oficial da APFB”, foi fundada em 25 de janeiro de 1965, na cidade do Rio de Janeiro, pela Professora Maria Aparecida Pouchet Campos, sua primeira presidente. Surgiu com a finalidade de defender os interesses do Ensino Farmacêutico no Brasil que, naquela época, estava à mercê dos órgãos governamentais. A Professora Pouchet Campos, docente da Universidade de São Paulo, farmacêutica de grande expressão no Brasil e com reconhecimento internacional, gozava de grande prestígio em vários setores do governo, representando uma liderança forte, capaz de defender o ensino farmacêutico no país.

Entretanto, as dificuldades eram muitas. As políticas governamentais implantadas tinham como objetivo desagregar e separar as profissões, além de desarticular e promover a dissolução das associações de classe. Em 1969, através da Resolução nº 04/69, do Conselho Federal de Educação, consolidou-se a fragmentação do Curso de Farmácia com a implementação da habilitação Indústria e habilitação Bioquímica com as modalidade Análises Clínicas Alimentos. Os ingressantes no Curso de Farmácia podiam optar pela graduação apenas em Farmácia, em média, ao final de 3 anos, ou continuar o curso e graduar-se em uma das habilitações mencionadas. Este evento propiciou a separação dos profissionais do ensino farmacêutico, reduzindo os avanços das ações de integração já discutidas na época. Naquele período, a Abenfarbio já alertava para as conseqüências da desagregação da profissão e dos possíveis prejuízos para o âmbito profissional.

No decorrer dos anos, apesar dos esforços e das várias tentativas de fortalecer a Abenfarbio, a falta de recursos financeiros dificultou as atividades da associação. Do mesmo modo, o fortalecimento dos conselhos das profissões, como o Conselho Federal de Farmácia e os Conselhos Regionais de Farmácia, e as ações das Comissões de Ensino de cada conselho substituíram parcialmente as atividades da Abenfarbio. Com o passar do tempo, a atuação da Comissão de Ensino do Conselho Federal de Farmácia contribuiu de maneira decisiva para a melhoria da profissão, sempre com o apoio e a participação da Abenfarbio.

Após mais de 40 anos de atividades em defesa do ensino farmacêutico no Brasil, a Abenfarbio acumulou extensa lista de compêndios, documentos, solicitações, arrazoados, entre outros, enviados aos Ministérios da Educação e da Saúde e suas secretarias, que contribuíram sobremaneira para o crescimento e a organização da profissão e do ensino farmacêutico no Brasil. Neste período, a Abenfarbio foi presidida por profissionais renomados da área de ensino farmacêutico e, seu penúltimo presidente eleito, o Professor José Aleixo Prates e Silva, transferiu o cargo para a atual gestão em outubro de 2007.

A formulação das DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA O ENSINO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA, aprovadas e publicadas em 2002, contou com intensa participação e apoio da Abenfarbio concretizando uma das metas da associação desde 1969. Com a formação farmacêutica única e generalista, cria-se um ambiente propício para agregar e integrar os profissionais de ensino farmacêutico no Brasil. Esta nova formação farmacêutica oportuniza a reintegração dos docentes das diversas áreas de atuação profissional, o que fortalece as ações da Abenfarbio. Ao mesmo tempo, a recente postura dos órgãos governamentais, de estímulo à criação e às ações destas associações em busca de parcerias para discussão e implantação de novas atividades, reforça a importância do papel exercido pela Abenfarbio.

Nos últimos 4 anos, a Abenfarbio elaborou uma série de documentos em parceria com a Comissão de Ensino do Conselho Federal de Farmácia como: sugestões para as Diretrizes Curriculares Nacionais; a solicitação de inclusão do farmacêutico no Pró-Saúde enviada ao Ministério da Saúde em 2006; a defesa da expansão do programa de residência para toda a área de saúde; a defesa do âmbito profissional farmacêutico frente a outros conselhos de classe e um documento ressaltando a importância da fixação de carga horária de no mínimo 4800 horas para o curso.

Reconhecendo as lutas de nossos respeitados colegas farmacêuticos que fizeram a história da Abenfarbio e do ensino farmacêutico no Brasil, cujas ações contribuíram de maneira expressiva para as conquistas conseguidas, envidaremos esforços para a prosperidade educacional e profissional que todos almejam.

Cordiais cumprimentos,
Diretoria da Abenfarbio
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